domingo, 16 de maio de 2010

Medo de Ninguém

Eu não quero que ninguém se aproxime de mim, porque já tô cheio.
Quero que ninguém vá pro inferno porque é o lugar que se merece.
Ninguém vem e tenta mudar a minha atitude. Ninguém adora me desmerecer.
Por quê?
Ninguém diz que me ama. Mas eu sei que não é verdade.
Ninguém ama toda a sociedade doente que se construiu durante anos. Ninguém precisa de ninguém para sobreviver. Ninguém é parasita. Ninguém mata. Direta ou indiretamente.
Se você é como ninguém, ninguém é você.
Tenho medo de ninguém.
Não tem nada mais triste que ninguém. Eu sou ninguém.

Ou sou alguém?

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Que Bagunça

Entrei no quarto hoje para arrumar coisas da mudança. Que não é assim uma mudança. Já morei um tempo onde vou morar amanhã. Comecei a arrumar as coisas e me deparei com uma desordem tamanha nas minhas coisas.
Sempre fui desordenado. Caótico em algumas análises. Não encontrei nada muito expressivo, mas fiquei atônito com a quantidade de figurinhas repetidas que eu vim guardando o tempo todo. A maioria de papel. Quanta coisa comum que tornou-se incomum. Uma massa disforme talvez pela quantidade de formas semelhantes juntas.

O que eu tiro disso é que estou desesperado, pois a minha desordem, tornou-se a ordem.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Quando as Areias Derretem e Congelam

Amigo, cá estamos.

Mas nem estamos muito próximos um do outro, estamos?
Eu sento-me ao teu lado, toco teu rosto e expresso contrações labiais. Entretanto, eu vim lidando com areia concentrada em altas temperaturas depois congelada em baixas temperaturas. Toda aquela areia dos sonhos agora é um molde estático de uma prisão. Os grãos tornam-se uma ilusão transparente. Vejo-te ao outro lado e finjo que não existe barreira. Contrações labiais para ti, pois lhe convém. Houve o tempo do esforço, onde o punho esforçado quis destronar a barreira imposta de seu posto imóvel. Mas líquido da veia já denuncia a inutilidade da luta.

Cá estamos.
Forjamos um riso que nos convém e silenciamos a aorta.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Tendências Suicidas

Preciso urgente de um suicídio coletivo na minha vida. Tanta coisa pra se matar...
Sem arrependimento, sem choro e sem enterro.
Uma vez por ano, celebrar o homem que nunca morrerá. Ou uma vez por dia?
Não...capaz dele voltar à vida e atormentar a inércia.

Por favor, morra logo...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Para o Homem Que Nunca Morrerá

Admiro-te rapaz
Com tempo pra amar
É de se admirar
Que se tenha vida
Que ainda se é amiga
Orgulho de ver o coração que palpita
Que permite-se sonhar
Gostava de bater palma
Desejava ter uma lágrima
É de se admirar